terça-feira, 10 de junho de 2008

Inércia


Ninguém gosta de nós pelo que nós somos. Gostam de nós pelo que fazemos, pelo que podem esperar de nós, e quando deixamos de corresponder a essas expectativas vamos sendo arrastados para o canto. E isso é ... completamente legítimo. A inércia não deve jamais ser premiada e incentivada. Somos tão responsáveis pelo que somos, como pelo que somos para os outros. Esta responsabilidade social não pode ser delegada para o outro. Todas as atitudes que tomamos, com mais ou menos impacto, afectam sempre e só a nossa imagem para o outro.



E hoje mais uma vez encontro-me mergulhada nesta inércia.
Fui eu que decidir não sair, não falar
Quis sem querer, merecer tudo o que me acontece.
Nãos e mais nãos!
Sei o que não quero,
Mas falham-me as mãos
E audácia para decidir
Levantar-me e ir

Talvez amanhã,
Mas amanhã vai dar mais trabalho
Voltar a ter
O que por não fazer
Foi tão fácil de diluir

2 comentários:

Apófise Zigomática disse...

Por vezes todos somos vencidos pela inércia, no entanto temos de continuar mesmo que dê trabalho. Não só pelas expectativas dos outroa, mas também pelas nossas.

Anónimo disse...

Por cada momento de inércia há um momento de não-inércia.
É o fazer, o acontecer, o ir na loucura, sem planos, ir só! É sentir o sangue fervilhar, a vontade de ser!

Há um equilibrio, e a inércia faz parte dele...

Débil_Mental