segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A enfardadeira Cati

#1: Há Segundas-feiras complicadas... O que vale é que ontem corri 10km por ti minha querida

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

(DES)dia

E a palavra do dia hoje é DESentusiasmo.
Parece que houve DEScarga de energia de mim.
DESalento! Já nem tento mais.
DESânimo! Nem bom dia nem boa tarde,  para quê(?) hoje,  que DESgraça, tudo custa.
DEStruída!... Quase (mas ainda não)

Vá lá! Up! Up! Bola prá frente!  Calma,  desCONTRAI!  Também não pode ser sempre desBUNDA.
...
Não...
DESisto! DESmotivada que estou para me mexer seja o que for. Que DESleixo.
DESculpa.
Vou DESaparecer...  Por hoje.  É só apagar a luz e...  Já está.

Amanhã há mais

sábado, 17 de janeiro de 2015

Caótico Apoptótico



CAOS

Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Não sei, tenho as gavetas todas abertas e está um vento descomunal, irregular, multidirecional. E voam papeis como folhas no outono. Algumas gavetas estão viradas, outras vazias já, mas nem assim no seu lugar...
Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Será que saltei muito alto e vim a rebolar de lá para baixo e foi isso? Se calhar foi isso que desordenou o que, também nunca, esteve organizado. Que raio...
Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Quilos de post-it's de todos os tamanhos e cores possíveis e imaginárias, com listas de compras e moradas e números e contas e contas e contas. Rolos infindáveis de irrealizáveis projetos escorrem por cima dos molhos de gavetas...
Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Fotografias e filmes, curtas e longas ... Rostos e mais rostos e sorrisos e risos. Paisagens nítidas envoltas em nuvens de cheiros mesclados pelo vento, que não pára, lamentavelmente já indissociáveis e por isso irreconhecíveis... Que confusão!

Como cabe tudo aqui, nesta confusão? 
Como vai ficar quando vier "o resto da papelada"? 
Quando pára este vento para começar a arrumar as gavetas?

Preciso de mais tempo. E os grãos de areia da ampulheta, inelutáveis, não param de cair... :(

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Durante

Durante é todo o tempo que vai entre o Antes e o Depois, entre o Início e o Fim. Antes ainda não há,  que no início começa por ser:

... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Eça de Queiroz

Durante é entretanto, é desenrolar, é viver, é apreciar, é tudo mais.

E no fim... O fim não chega de repente, mas quando chega é um pouco isto enfim:


E é isto por hoje...>

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Estar sozinho é estar comigo... a única companhia da qual não prescindirei (até porque não posso) é a minha. Logo, é melhor tratar das minhas divergências comigo que possam surgir e seguir confortavelmente ao meu lado. Se não, corro o risco de ter de me arrastar...
Cuidado!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

ECO

Quando chegas a casa e ligas a televisão... Ah, deixa-me cá ver o que está a dar, pode ser que esteja alguma coisa interessante, pensas... Mas não é isso que "pensas". Na verdade ligas a televisão pois não suportas o eco do silêncio nas paredes despidas e cruas da tua casa, não aguentas o teu reflexo em cada porta esquálida e nua, não queres saber de ti. Chegas a casa e ligas a música, alto, tão alto que parece que sabes cantar tão bem quanto os restantes instrumentos, batendo em ondas ritmadas contra as paredes o chão, o tecto, as janelas. Não queres saber dos vizinhos, não os ouves tão pouco também. Não te ouves a cantar (melhor, menos ainda ouves as outras vozes).

O que dói é quando dói a cabeça, quando não suportas mais som nenhum, quando tu falas muito mais alto que tudo em redor e não queres ouvir-te e falas ainda mais alto... aí dói, e dói a cabeça. Porquê? É "muito" som ao mesmo tempo. É muito. E dói muito pensar em ter de pensar no que tu falas para ti. Porque a mensagem é difícil; não de decifrar, mas de cumprir...

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. O que somos quando chegamos é igual ao que somos quando partimos, só estamos mais gastos, mais magoados, às vezes mais felizes às vezes não, mais vividos, esgotados do nosso propósito.

Mas partilhamos o que temos, pois se não partilharmos não estamos a fazer o que viemos cá fazer. Somos um ingrediente da mistura, temos de nos misturar... E no fim do dia, no fim da semana, no fim do mês, no fim dos tempos, somos só mais um ingrediente e um ingrediente só. Somos substituíveis como todos os outros, somos bons e somos maus como todos os outros, queremos mais como todos os outros, só temos uma oportunidade como todos os outros.

Não somos mais nada: somos como todos os outros, e estamos sozinhos como todos os outros

Enfim... afinal não somos nada de especial, somos apenas mais um

E este é só mais um dia, e como os outros, vai passar...


Bom fim-de-semana (antes do acordo ortográfico)