terça-feira, 1 de abril de 2008

Saudades de Hoje

Tenho saudades do que podia ter feito e do que se vai fazendo hoje à minha volta e que eu sei que nunca mais se irá fazer, à minha volta, do mesmo modo e com a mesma intensidade. Tenho saudades disto, de hoje, e não queria que terminasse. Tenho demasiadas saudades, tantas que pesam de mais, relembrando que tudo isto, todo o hoje, é passageiro, e em breve surgirá o amanhã no horizonte.
E agora vivo o hoje a pensar já no início do amanhã, no início do fim que se vai desenhando como o nascer do sol. Primeiro vai iluminando todo o escuro do céu, apagando as todas as estrelas, uma a uma, com uma borracha azul claro que se vai intensificando até não restar uma única estrela, preparando o palco para a actuação da estrela maior. Depois vai aclarando cada vez mais e mais, lançando raios luminosos que denunciam o local de onde vai emergir a grande bola de fogo, embora esta ainda não seja visível. Mesmo sem ainda se ver o novo sol, sabe-se que mais minuto menos minuto ele vai aparecer… É inevitável e imparável, o dia vai começar!

E esta ansiedade saudosa vai-se instalando, à medida que o inevitável se vai aproximando de acontecer.
Viver o hoje como se fosse o último pode não ser fácil, mas viver o hoje sabendo que o amanhã e o depois será irremediavelmente diferente, concede ao dia de hoje um carácter de unicidade e por isto, impreterivelmente sei que, amanhã vou ter saudades...

[beijinhos e abraços para os já de hoje e também futuramente grandes e saudosos amigos]

;)

1 comentário:

Anónimo disse...

gostei imenso da forma como descreves.t o céu de noite para o amanhacer... mto bonito! parabens!**