Avançar para o conteúdo principal

A desaparição


É mais um adeus
Mais uma partida
Mais um vazio
Mais uma perda sentida

Outro pedaço se despega
E vai como o vento
E a alma não sossega
Enquanto não entra o esquecimento

Velozes sucedem
Agora as emoções
Mistura-se o medo
Que vai entrando aos empurrões

Medo do só, medo do esquecimento
Medo da perda, medo do silêncio
Medo do vazio, medo do pensamento
E medo do nada que vem depois

Comentários

Anónimo disse…
aki fka um presente meu;)

Ha qualquer coisa hoje em mim que me puxa para baixo,
Ha quaisquer coisas que me nao deixam erguer a vista e olhar o mundo claro e limpo!
Tenho ca um por-do-sol
Que me leva o dia e a noite nao me deixa alcancar.
O que e isto que me faz esconder de mim?
O que e que me enche o pensamento e ao mesmo tempo nao me deixa pensar?
Talvez uma pedra encalhada ...
Ou uma nuvem de nada.

i hope you like it:)

d resto ja sbs o k penso d teu blog...!
adorei este ultimo;)*

Mensagens populares deste blogue

Caótico Apoptótico

CAOS Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Não sei, tenho as gavetas todas abertas e está um vento descomunal, irregular, multidirecional. E voam papeis como folhas no outono. Algumas gavetas estão viradas, outras vazias já, mas nem assim no seu lugar... Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Será que saltei muito alto e vim a rebolar de lá para baixo e foi isso? Se calhar foi isso que desordenou o que, também nunca, esteve organizado. Que raio... Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Quilos de post-it's de todos os tamanhos e cores possíveis e imaginárias, com listas de compras e moradas e números e contas e contas e contas. Rolos infindáveis de irrealizáveis projetos escorrem por cima dos molhos de gavetas... Como cabe tanta bagunça nesta cabeça? Fotografias e filmes, curtas e longas ... Rostos e mais rostos e sorrisos e risos. Paisagens nítidas envoltas em nuvens de cheiros mesclados pelo vento, que não pára, lamentavelmente já indissociáveis e por isso irreconhec

Mais um degrau?

Ninguém disse que era fácil. Ninguém disse que era simples. Mas com o passar do tempo, com a prática, deveria tornar-se mais fácil, mais que não fosse por ser mais comum. Mas não é, não é mais fácil, pelo contrário, é cada vez mais difícil… À medida que a nossa percepção das coisas vai aumentando, ou antes, vai se distanciando, englobando novos ângulos e perspectivas, vai sendo cada vez mais difícil, tomar decisões, agir. É como uma queda. Vamos avançando em idade e vamos deixando de cair com a mesma frequência, e já não temos permanentemente as pernas com manchas negras ou os braços esfolados. Vamos caindo menos, porque vamos aprendendo a evitar… Mas há sempre um descuido, mais cedo ou mais tarde voltamos a cair, e quando acontecer o embate será mais forte e as consequências serão bem mais sérias e o nosso tempo e capacidade de reacção será mais reduzido, pois a próxima queda é sempre imprevista. Vejo hoje, mais do que via ontem, e por isso julgo possuir mais conhecimento do que possu

Perfetta

Sim, Queria ser perfeita, como uma parede branca acabada de pintar... ou já com alguns anos, mas ainda assim, imaculada, perfeita. Queria ser como todas as (pessoas) que tu vês. Queria ser o que elas (te mostram que) são, perfeitas. Queria ser só sorrisos, ter um sorriso lindo todos os dias para ti, um sorriso perfeito. Queria dizer-te (sempre) sim, que bom, é isso mesmo, óptimo, perfeito. Queria não precisar de dizer a verdade, dizer (só) o que queres ouvir, o que eu sei (e tu também sabes) perfeitamente que queres ouvir; és perfeito. Queria acreditar (sempre) em mim e em ti, confiar-te (se não mos tivessem roubado já) os meus tesouros mais preciosos, (agora já não) perfeitos. Queria só que me ouvisses (de vez em quando) perfeitamente, e percebesses porque não sou perfeita: Vivi algum tempo (a brincar) nos contos de fadas; construí (muitas vezes) os meus castelos na areia e acabei por (precisar de) construir muros, às vezes altos de mais... Tudo para proteger os meus castelos (de sonh