terça-feira, 16 de outubro de 2007

Sartre e Pascal

Nascemos com iguais probabilidades de sermos criminosos. Ainda assim, apenas alguns decidem enveredar por esse caminho. Todos nascemos sem alma, ou melhor, sem essência. É ao longo da vida, consoante o que fazemos e pensamos, que vamos criando a nossa essência... que nunca fica completa.
A vida pode então ser vista como um projecto, não pode ser mais que um projecto, pois nunca está totalmente terminado...Há sempre algo mais. Aliás, se não houvesse, não teria sentido continuar.
Uns acreditam que quem não acredita em alguém superior é livre, pode fazer tudo o que bem desejar, pois se não existe um ser todo poderoso, não há ninguém que dite o destino. Mas ninguém é totalmente livre, há condições que nos são impostas naturalmente.
O Homem é um ser em situação, é livre de fazer o que bem entender dentro das condições que lhe são impostas. No fundo é como um jogo de cartas em que o mérito está em saber jogar bem com o jogo que se tem em mãos, e não em ter um bom jogo.
Mas quem dá as cartas?

2 comentários:

Anónimo disse...

o início do 3º parágrafo está confuso.

Essa analogia da vida com um jogo de cartas está pior ainda.

tédio disse...

"o início do 3º parágrafo está confuso."
Relamente estava, faltava ali uma palavrinha...